sexta-feira, 15 de abril de 2011

Are you free? I am not.

Liberdade não é algo tão raso quanto muitos imaginam. Tal conceito entra em voga quando discutimos o ato de pensar. O ser humano, para ser considerado dessa forma, precisa pensar de maneira livre, sem barreiras. Difícil.
Outros lembram da liberdade para escolher. Empregos, principalmente. São decisões mais racionais. Envolvem o pensamento também.
Liberdade de agir é importante e é uma continuação do que foi dito acima. Com certeza.
Há outras liberdades, porém, grande parte delas está prevista em leis, nas exigências e "descobertas" científicas. Os Direitos Humanos defendem todos os tipos de liberdade, de imprensa, pensamento, ação, escolha...... e outras.
A liberdade de ser - meu interesse aqui - é relacionada à sexo, amor, paixão, desejo e coisas do gênero. No entanto, ser é mais do que isso. Somos até quando não queremos. Há pessoas que fogem de si mesmas a vida toda.
A liberdade exige libertação. E não pense que é algo lógico. Desejar e lutar por esse direito não quer dizer que a pessoa se desprenda de certas coisas, independente do que seja. Não digo que é necessário chutar valores, pelo contrário. A liberdade é liberdade quando há parâmetros e limites - mais individuais do que morais e hipócritas.
Vou prosseguir.
Liberdade de ser não está apenas na alegria, mas principalmente na tristeza. É preciso ter coragem. Muita coragem. Quase uma ousadia. Duvido que todas as pessoas consigam chorar sem se sentirem culpadas, envergonhadas e ridículas. A liberdade de ser um ser que sofre por amor é quase que algo impronunciável. Chorar por uma outra pessoa é século XIX. Não esquecê-la é ser obsessivo, fraco, antigo, cretino.
Não cortem a própria liberdade - isso serve para mim, inclusive. Tenham coragem. Todos os dias. Não existe coragem que dure mais do que 24 horas. É um grande processo. Mas deixa. Deixe certas coisas acontecerem. Se você chora por alguém, termine. Depois prossegue. Se não consegue esquecer alguém, deixe. Há algo por trás disso. Uma continuação, talvez. Aliás, tenho quase certeza. Para uma pessoa não sair de sua mente, a história não acabou. Mas vai saber o que isso significa.
Cada vez que atuo com liberdade e sou respeitado pela atitude, sinto-me mais humano, mais verdadeiro.
Eu tenho dificuldade em continuar pensando no que, supostamente, nem deveria. Talvez, eu precise aprender a sentir, a deixar, a acreditar e, por fim, aguardar vivendo. Pela continuação.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Aguardo

Aguardo.
Mais uma vez.
Aguardo pela mudança.
Já fiz demais e agora estou cansado.
Vou esperar.
E enquanto isso olho.
Olhar é bom.
Ver as coisas passarem nos faz aproveitar melhor o que conseguirmos da vida.
Quero que as coisas aconteçam um pouco.
Aguardar pela minha vez. Que coisa cruel!
E fim.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Mudanças...

E nessa semana, você não apareceu para conversarmos. Acabo, sem querer, aguardando este momento. Mesmo que seja errado. Gosto de coisas erradas. Atraem a todos nós.
Sinto a sua falta. De uma maneira estranha, também. É uma falta quase absurdo, em alguns momentos. Tanto tempo se passou e as coisas se mantém de alguma forma interligadas. Não entendo o motivo de tudo isso.
Sempre achei que iria te esquecer, porém agora já tenho dúvidas. Não que eu seja um romântico da década de 20 e nem sonhador demais - também tenho incerteza nisso -, mas esperava que o sentimento por você caísse no esquecimento antes. E isso não acontece. Há sempre um pedaço, uma lasca, que fica presa na pele, ardendo, às vezes mais, às vezes menos, porém, está lá. Sempre presente.
As coisas têm mudado. Em qual sentido? Talvez eu tenha voltado a controlar melhor o que sinto ou as minhas esperanças estão diminuindo cada vez mais. Não sei. Há uma outra possibilidade. Eu posso estar gostando menos de ti. Ou escondo melhor o sentimento. Sei lá. Ignoro. Finjo que nem existo. É como se fosse um contato que me assusta.
Aliás, percebi um medo grande de paixões, amores.... qualquer coisa serve. Aquele medo de me dedicar novamente a outra pessoa. O medo de dar errado, de ser usado. Penso assim agora, porque já foram tantas pessoas em pouco tempo; e não termino relações, acumulo-as. Não sei nem se devo. Vou deixando-as para algum outro momento ou para o nunca mais. Isso me assusta também. Tudo me assusta! Estou assustado. Receoso.
QUERO CORRER! É esse o objetivo. Medo de coisas duradouras. Nunca consegui isso. Mas sei que preciso de alguém que me sacuda, vire-me de ponta cabeça e grite certas coisas na minha cara. Quase sem dó. Nada em excesso - ou em excesso do excesso -, porque me chateio com coisas mínimas. As grandes não me machucam.
Pausa.
Perdi a linha. O que eu estava escrevendo mesmo? Acho que esgotei o assunto. Não.
Talvez você consiga me sacudir assim, já conseguiu tantas vezes! Só com uma palavra, vem uma bomba de palavras a minha mente. Levo uns dias para me recuperar, sabe. Destruição e construção. Só que sem drama.
Penso tanto em você, acho eu, por causa do sentimento que não pode se manifestar. Ficou só no desejo, na vontade. E na espera. É essa tentativa inexistente que alimenta tanto o que sinto - penso que deve algo além disso, também. Algo contínuo. No fim das contas.
Quero a oportunidade - é quase uma exigência por justiça - de ver, sentir, tocar, beijar, amar, conversar, abraçar.... e todos os verbos que eu tiver direito. Junto com você.

segunda-feira, 21 de março de 2011

sábado, 19 de março de 2011

Pedaço interior

Não sei.
Não sei por qual razão você marcou tanto.
Isso me irrita.
Não devia ser assim. Não pode.
Quero ficar com você, ou, no mínimo, te conhecer, mas nada colabora com isso.
Nada.
Dá uma aflição.
Às vezes, passa rápido, às vezes, não.
Não sei por qual razão você marcou tanto.
Parece uma grande mentira.
Uma grande farsa.
Em que eu sou o protagonista.
Não sei lidar com essas coisas duradouras e estranhas.
Preciso compreender.
Controlar. Só um pouco.
Sinto-me incompetente por tudo isso.
Quase um fracasso com o pedaço interior.
É quase um sonho.
Não sei por qual razão você marcou tanto.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Aguardo mais um pouco

A dor passa quando não temos mais esperanças.
E eu ainda tenho.
Você demonstra isso, de vez em quando.
Você me trata com carinho. Isso é óbvio.
Não é de demonstrações muito fortes.
Acho que prefere a sutileza.
Ser discreto às vezes é bom.
Não sei....
Questiono demais....
Desejo demais....
Não sou nada equilibrado.
Quero.
Aguardo.
O tempo cura tudo.


terça-feira, 1 de março de 2011

Surpresas...

E quando eu menos esperava, lá tinha um recado seu.
Achava que era de outra pessoa, e congelei quando vi o seu sobrenome.
Era seu mesmo.
A responsabilidade - não sei do quê - cresceu.
Aguardo.
Sua aparição.
Suas palavras.
Sua imagem.
Cada vez que entro na sua presença no mundo virtual, torço para que não tenha ninguém na minha frente.
Aperto as mãos e torço.
Tento pensar positivo.
Espero a página carregar.
E quando a resposta é positiva para mim, fico aliviado.
Sai um peso de dentro.
Da alma, principalmente.
Aguardo.
O próximo passo.
A próxima surpresa.
Houve uma possível saudade.
Ou lembrança.
Sinal.
Sinal de um sentimento.
Que um dia, vire amor.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Te evito

Evito.
Cada vez que você aparece, eu fujo.
E não sou de fugir.
Mas não sei mais o que fazer.
Preciso correr, pensar em outra coisa, desejar outra pessoa.
Porém, no fim das contas, não consigo.
Você é inesquecível e há uma ligação tão forte entre a gente.
Como suportar isso ainda?
Não sei.
É possível ser louco por uma pessoa que não se conhece?
Tenho tanto medo que isso seja uma grande mentira, um engano, um erro e uma perda de tempo.
Perder vida.
Perder esse sentimento, que é a sensação mais intensa e completa que já tive.
É algo por inteiro.
Sem vergonha.
Sem modos.
Com a preocupação aflorada.
Com o amor latente.
Com o desejo transbordando pelos meus poros.
Parece tudo um sonho.
Seu sorriso.
Seu beijo.
Um sonho nunca realizado.
E consigo imaginar tão bem.
Até o franzir da sua testa.
E evito.
Sempre.
Todos os dias.
Te evito.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Você é o meu vício

Não bebo.
Não fumo.
Não me drogo.
É.
Não tenho sérios vícios.
Mas percebi - e faz tempo - que você me vicia.
Penso em você demais.
Desejo você demais.
Sinto a sua falta em excesso.
Quero conversar com você demais.
Quero te sentir demais.
Quero te beijar demais.
Sinto em excesso.
Há muitas sobras.
E conforme tento evitar ser um excesso, deixo partes.
Minhas partes.
Começo a agir do jeito que não sou.
E prossigo.
Até que decido ser excesso novamente.
E o vício continua.
Melhoro e pioro.
Melhoro.
Pioro.
Um dia após o outro.
Consigo te imaginar perfeitamente.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Sim, a saudade machuca

A saudade que sinto de você é tão grande que me machuca.
Por mais que eu queira ficar com outra pessoa e me esforce para te esquecer, lembrar do que senti por ti é natural e automático.
Não tenho razões para te odiar - e isso é bom?
Minha mente consegue te imaginar inteiro. Até a voz, mas com um pouco de dificuldade.
Tenho saudades pelo o que já "passamos", porém tenho mais vontades do que lembranças.
Quero e torço para viver pele a pele com você.
Desejo lembranças.
Preciso de uma história, em que você é a personagem principal.
Minha saudade é tão muda.
Ela tem medo de se mostrar.
Existe aquele receio de falar sobre si.
Rezo a Deus para que essa vida imaginada exista e seja sublime.
É tão bom saber que o ser humano consegue sentir coisas maravilhosas.