Tenho percebido o meu medo.
O meu medo de respirar.
O respiro é vida em sua pureza.
A vida é uma responsabilidade.
Uma responsabilidade pesada.
Ela acaba.
E só se você quiser, ela será uma história.
E as histórias.... ah, essas ficam marcadas pra sempre.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
terça-feira, 14 de abril de 2009
A volta
Quando ela sofria por estar calada, sozinha e ressentida, tinha achado melhor se conformar.
De repente, apareceu alguém.
Um alguém que está longe, mas que consegue provocar tantas coisas nela.
Existe uma distância.
Existe uma amizade.
Existe um carinho especial.
Existe um sentimento.
E mais uma vez, ela se torna sozinha, muda e ressentida.
Neste instante – ou em quase todos – com a vida. Que vida injusta! Por que passar por isso? Por que sentir tudo isso? Por que esses dois destinos foram cruzados?
Qual será o fim dessa história?
Ela está cansada. Sem forças.
Ele diz que ela é importante ainda, que há um sentimento, um carinho, mas ela quer mais. Ela quer a presença. Ela precisa da presença. Ela quer o gosto. Ela quer sentir, ouvir, beijar e abraçar.
Ela sente que não é nada pra ele. Que ele não consegue ou não quer considerá-la. Sente-se profundamente enganada e estúpida.
Ela quer gritar: Diz tudo o que você sente!!! Me fala!!!
Não tem mais coragem.
As palavras se atrofiaram e a vergonha a atrofiou.
Ela não quer substitutos, mas seu corpo, obviamente, pede.
Não é justo. Encontrar alguém de quem gostamos, no entanto, não sentir nada como resposta. Tantos obstáculos....
Pra ele tudo é tão simples... será que ele não se importa? Será que ele não gosta? Será que ele não pensa nessa situação toda? Não sei. É provável que não.
Ou pelo menos, devia dizer. Mostrar onde está e em que lugar quer ficar. Se impor. Aparecer.
Sozinha. Ela está sozinha. De qualquer maneira.
Deu voltas, voltas e chegou no mesmo ponto.
Incompetente e doente.
De repente, apareceu alguém.
Um alguém que está longe, mas que consegue provocar tantas coisas nela.
Existe uma distância.
Existe uma amizade.
Existe um carinho especial.
Existe um sentimento.
E mais uma vez, ela se torna sozinha, muda e ressentida.
Neste instante – ou em quase todos – com a vida. Que vida injusta! Por que passar por isso? Por que sentir tudo isso? Por que esses dois destinos foram cruzados?
Qual será o fim dessa história?
Ela está cansada. Sem forças.
Ele diz que ela é importante ainda, que há um sentimento, um carinho, mas ela quer mais. Ela quer a presença. Ela precisa da presença. Ela quer o gosto. Ela quer sentir, ouvir, beijar e abraçar.
Ela sente que não é nada pra ele. Que ele não consegue ou não quer considerá-la. Sente-se profundamente enganada e estúpida.
Ela quer gritar: Diz tudo o que você sente!!! Me fala!!!
Não tem mais coragem.
As palavras se atrofiaram e a vergonha a atrofiou.
Ela não quer substitutos, mas seu corpo, obviamente, pede.
Não é justo. Encontrar alguém de quem gostamos, no entanto, não sentir nada como resposta. Tantos obstáculos....
Pra ele tudo é tão simples... será que ele não se importa? Será que ele não gosta? Será que ele não pensa nessa situação toda? Não sei. É provável que não.
Ou pelo menos, devia dizer. Mostrar onde está e em que lugar quer ficar. Se impor. Aparecer.
Sozinha. Ela está sozinha. De qualquer maneira.
Deu voltas, voltas e chegou no mesmo ponto.
Incompetente e doente.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Que Deus me dê forças para continuar...
Ah, que Deus me dê forças para agüentar.
Que eu ache forças para confiar e seguir o meu coração.
Que mais uma vez eu não cometa os mesmos erros.
Que neste instante, eu consiga guardar todas as coisas ruins e sentir a alegria.
Que eu consiga sentir paz!
Ah, é tão difícil lutar contra a própria mente.
Uma luta entre mim com o eu.
Suportar as minhas defesas é tão pesado.
Queria uma solução.
Mas falta ar.
Cansei de me sentir assim.
O último.
Que Deus me dê forças para continuar.
Que eu ache forças para confiar e seguir o meu coração.
Que mais uma vez eu não cometa os mesmos erros.
Que neste instante, eu consiga guardar todas as coisas ruins e sentir a alegria.
Que eu consiga sentir paz!
Ah, é tão difícil lutar contra a própria mente.
Uma luta entre mim com o eu.
Suportar as minhas defesas é tão pesado.
Queria uma solução.
Mas falta ar.
Cansei de me sentir assim.
O último.
Que Deus me dê forças para continuar.
sábado, 4 de abril de 2009
Há dois medos na nossa sociedade
O medo é normal. Faz parte da defesa do ser humano. Ser corajoso não é não ter medo, é enfrentá-lo.
A morte é uma passagem para um lugar melhor, então não existe motivo para ter medo dela. Todos vão morrer.
Eu só gostaria de morrer rapidamente. Sem dor. E não gostaria de ficar dando trabalho pra ninguém durante o meu leito de morte.
Morrer como um passarinho, e de preferência fazendo o que mais gosto: informar.
Morrer durante o Jornal Nacional. Sensacional!!!
Eu brinco com a morte. É tão divertido!
O medo do sofrimento é ainda mais perceptível e extremamente compreensível. Também já tive medo dele, no entanto, é inevitável do mesmo jeito. Em algum momento, você vai sofrer novamente. Pare de querer evitar!
Claro que com o tempo, irá saber controlar cada um.
A dor vai estar lá. Latejando, mas o sofrimento muito bem administrado.
Cada vez que sofro, que derramo uma lágrima, aprendo mais. E fico na sua frente!
As pessoas têm medo de duas coisas: a morte e o sofrimento.
A morte é uma passagem para um lugar melhor, então não existe motivo para ter medo dela. Todos vão morrer.
Eu só gostaria de morrer rapidamente. Sem dor. E não gostaria de ficar dando trabalho pra ninguém durante o meu leito de morte.
Morrer como um passarinho, e de preferência fazendo o que mais gosto: informar.
Morrer durante o Jornal Nacional. Sensacional!!!
Eu brinco com a morte. É tão divertido!
O medo do sofrimento é ainda mais perceptível e extremamente compreensível. Também já tive medo dele, no entanto, é inevitável do mesmo jeito. Em algum momento, você vai sofrer novamente. Pare de querer evitar!
Claro que com o tempo, irá saber controlar cada um.
A dor vai estar lá. Latejando, mas o sofrimento muito bem administrado.
Cada vez que sofro, que derramo uma lágrima, aprendo mais. E fico na sua frente!
Continue então a ter medo da morte e do sofrimento. São coisas inevitáveis mesmo.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Mentiras....
Foge!!! Foge!!!
As pessoas podem contar muitas mentiras.
Elas podem dizer que te adoram, que sentem a sua falta, que a sua amizade é importante para ela, no entanto, de repente, em um passe de mágica, tudo não existe mais.
Não consigo mentir desse jeito.
Mas talvez seja melhor.
E estou com medo.
Medo de estar fazendo tudo errado.
Medo de errar.
domingo, 15 de março de 2009
Eu gostaria de saber...
Eu gostaria de saber porque não sou como a maioria.
A maioria é tão volúvel.
E eu não consigo ser assim.
Me apego tanto.
Não consigo enganar as pessoas.
Não consigo brincar com elas.
Quero ficar com elas.
É tão estranho ser assim!
A maioria é tão volúvel.
E eu não consigo ser assim.
Me apego tanto.
Não consigo enganar as pessoas.
Não consigo brincar com elas.
Quero ficar com elas.
É tão estranho ser assim!
sexta-feira, 13 de março de 2009
Criação Frustrante
Tudo o que escrevo é mínimo. Mínimo perto do que desejo mostrar. Criar me cansa, porque na maioria das vezes acaba sendo frustrante. Não consigo fazer algo que goste totalmente. Leio aquelas palavras e não era aquilo que queria escrever.
É estranho.
Preciso escrever. Escrever me mantém de alguma forma conectado ao meu interior. Necessito de algo que me faça virar do avesso e voltar.
Tenho tantas coisas a dizer, porém, estou no meu limite.
Às vezes penso: textos centrados na existência humana me completam. Por pouco tempo.
É estranho.
Preciso escrever. Escrever me mantém de alguma forma conectado ao meu interior. Necessito de algo que me faça virar do avesso e voltar.
Tenho tantas coisas a dizer, porém, estou no meu limite.
Às vezes penso: textos centrados na existência humana me completam. Por pouco tempo.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Medo!
Estou com medo.
Muito medo.
Ele está me machucando.
Me arranhando.
Não tenho mais forças contra ele.
Apenas tento respirar e viver.
Ou fingir que estou.
Ainda tenho medo.
Medo de ter vivido uma mentira.
Uma mentira com prazer.
Algo que nunca existiu.
Algo que foi fruto da minha imaginação.
Do meu desejo.
Nada existiu.
Fiquei enganado.
Não sei se fui enganado.
E continuo tendo medo.
Medo de ter vivido o nada.
E mesmo assim, sentindo-me completo.
Com tudo.
Que Deus não tenha feito eu viver uma mentira!
Mentiras não acrescentam.
Destroem.
Eu não quero me destruir ainda mais.
Força.
A verdade um dia virá.
E até lá, eu rezo.
Peço fervorozamente.
Deus!! Diga que não foi mentira!
Diga que o meu coração bateu por algo que existiu.
Diga que cada lágrima valeu a pena!
Diga que houve sentimento.
Diga que vivi.
Preciso viver.
Acho que preciso morrer de novo.
E voltar..... tentar, errar e morrer de novo.
Ainda tenho medo.
Medo da morte.
Medo das minhas lágrimas.
Medo dos meus erros.
Medo das minhas mentiras.
Sou o medo dentro do próprio medo.
É o pavor.
Muito medo.
Ele está me machucando.
Me arranhando.
Não tenho mais forças contra ele.
Apenas tento respirar e viver.
Ou fingir que estou.
Ainda tenho medo.
Medo de ter vivido uma mentira.
Uma mentira com prazer.
Algo que nunca existiu.
Algo que foi fruto da minha imaginação.
Do meu desejo.
Nada existiu.
Fiquei enganado.
Não sei se fui enganado.
E continuo tendo medo.
Medo de ter vivido o nada.
E mesmo assim, sentindo-me completo.
Com tudo.
Que Deus não tenha feito eu viver uma mentira!
Mentiras não acrescentam.
Destroem.
Eu não quero me destruir ainda mais.
Força.
A verdade um dia virá.
E até lá, eu rezo.
Peço fervorozamente.
Deus!! Diga que não foi mentira!
Diga que o meu coração bateu por algo que existiu.
Diga que cada lágrima valeu a pena!
Diga que houve sentimento.
Diga que vivi.
Preciso viver.
Acho que preciso morrer de novo.
E voltar..... tentar, errar e morrer de novo.
Ainda tenho medo.
Medo da morte.
Medo das minhas lágrimas.
Medo dos meus erros.
Medo das minhas mentiras.
Sou o medo dentro do próprio medo.
É o pavor.
domingo, 8 de março de 2009
sábado, 7 de março de 2009
Ah, que vontade de gritar!
Eu quis fazer diferente. O oposto.
Acho que não adiantou. Caí na mesma situação. Mais uma vez não sei onde errei. Um dia, espero descobrir.
Será que sempre há um erro?
Eu lutei, aceitei, continuei e aguentei. Tudo por um objetivo.
Foi tão cansativo. Estou exausto.
Achei um texto ótimo na Internet e combina muito bem com este momento. Vamos a ele:
Acho que não adiantou. Caí na mesma situação. Mais uma vez não sei onde errei. Um dia, espero descobrir.
Será que sempre há um erro?
Eu lutei, aceitei, continuei e aguentei. Tudo por um objetivo.
Foi tão cansativo. Estou exausto.
Achei um texto ótimo na Internet e combina muito bem com este momento. Vamos a ele:
Quando estamos em uma fase complicada, não aceitamos os bons sentimentos, pois eles simplesmente não combinam com aquele instante triste.
Quando saímos da penumbra, ainda não acreditamos na mudança imposta a nós.
No entanto, apesar de um início rápido e intenso, os obstáculos já existiam. Ah, que obstáculos!
Mesmo com eles, foi decidido enfrentá-los. Algo corajoso. Uma decisão corajosa. E de repente, mais problemas.
Tinham me dito: será complicado. Eu sabia. Aceitei cada risco. Queria seguir o meu instinto.
A distância, a frieza, a falta de confiança, a incerteza, o medo, o ciúme, a indecisão, talvez. Não faltaram sentimentos. Foram profundos, isso ninguém pode negar.
Mas as minhas forças cessaram. Simplesmente acabaram. A minha mente implorava: Para!! Para!! Para!!
E algo gritava dentro de mim: Não posso!! Não posso!! Devo continuar! Lutar!
Não resisti.
Entreguei os pontos. Sabia das consequências. De todas.
Só que, ainda respiro da mesma forma. Uma respiração calma, mas esforçada. Não estou morrendo. Longe disso. Apenas possuo uma máscara. Aquela face que poucos conhecem quer aparecer e berrar!! Mas há outra, aquela que deve sempre continuar e me levar.... me leva.... me protege!
Infelizmente, depois de tudo isso e tantas outras coisas que não tenho coragem de tirar de mim e expô-las aqui, posso dizer: será que fiz tudo errado?
Houve reciprocidade? Houve algo? Não importa o grau. Importa outra coisa. O detalhe. O detalhe que faz total diferença.
Me sinto um lixo. Não sei porquê. Talvez por ter a sensação de que perdi tempo. Odeio ver o tempo passar assim. Não gosto de notar o tempo.
Não tive o direito de possuir certezas. As certezas ditas não faziam sentido. Nada disso fez sentido.
Eu fui louco! Apostei todas as fichas. Me jogava e me controlava. Segurava e tentava libertar.
Talvez por causa disso esteja sendo tão cansativo pra mim. Foi intenso.
Queria mais intensidade. Já estou insatisfeito.
Além de estar me sentindo um idiota, me sinto exausto, incompleto e repleto de dúvidas.
O meu pulmão luta para continuar a funcionar.
A minha mente luta para se concentrar em outros pensamentos.
As minhas forças lutam em outras perspectivas.
Mas tudo me leva ao passado. Como se não tivesse terminado..... ainda!
Por favor, eu peço e imploro: me dê uma resposta. Me dê um final. Me acalme! Me dê forças. Acabe com isso!
Resolva o meu problema, porque eu não quero mais resolvê-lo sozinho.
Me livrei de algo pesado, muito pesado, porém, forte.
Estou no fio. Estou em uma linha onde mora o tudo e o nada. Não tinha nada e me sentia com tudo. Agora, me sinto com nada e não tenho nada.
Talvez eu seja assim. Desse jeito. Um pouco irracional, profundo e louco.
Não sei o que sou. Está tudo contra. Não sei mais.... O que fazer?
Quero entender. É o justo. Eu mereço algo. Não quero um papel. Quero algo mais.
Quero um lápis para o papel.
Deixa eu ter a certeza que não me enganei. Deixa eu entender tudo isso. Só por um momento. Deixa eu registrar algo verdadeiro.
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