quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Te evito

Evito.
Cada vez que você aparece, eu fujo.
E não sou de fugir.
Mas não sei mais o que fazer.
Preciso correr, pensar em outra coisa, desejar outra pessoa.
Porém, no fim das contas, não consigo.
Você é inesquecível e há uma ligação tão forte entre a gente.
Como suportar isso ainda?
Não sei.
É possível ser louco por uma pessoa que não se conhece?
Tenho tanto medo que isso seja uma grande mentira, um engano, um erro e uma perda de tempo.
Perder vida.
Perder esse sentimento, que é a sensação mais intensa e completa que já tive.
É algo por inteiro.
Sem vergonha.
Sem modos.
Com a preocupação aflorada.
Com o amor latente.
Com o desejo transbordando pelos meus poros.
Parece tudo um sonho.
Seu sorriso.
Seu beijo.
Um sonho nunca realizado.
E consigo imaginar tão bem.
Até o franzir da sua testa.
E evito.
Sempre.
Todos os dias.
Te evito.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Você é o meu vício

Não bebo.
Não fumo.
Não me drogo.
É.
Não tenho sérios vícios.
Mas percebi - e faz tempo - que você me vicia.
Penso em você demais.
Desejo você demais.
Sinto a sua falta em excesso.
Quero conversar com você demais.
Quero te sentir demais.
Quero te beijar demais.
Sinto em excesso.
Há muitas sobras.
E conforme tento evitar ser um excesso, deixo partes.
Minhas partes.
Começo a agir do jeito que não sou.
E prossigo.
Até que decido ser excesso novamente.
E o vício continua.
Melhoro e pioro.
Melhoro.
Pioro.
Um dia após o outro.
Consigo te imaginar perfeitamente.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Sim, a saudade machuca

A saudade que sinto de você é tão grande que me machuca.
Por mais que eu queira ficar com outra pessoa e me esforce para te esquecer, lembrar do que senti por ti é natural e automático.
Não tenho razões para te odiar - e isso é bom?
Minha mente consegue te imaginar inteiro. Até a voz, mas com um pouco de dificuldade.
Tenho saudades pelo o que já "passamos", porém tenho mais vontades do que lembranças.
Quero e torço para viver pele a pele com você.
Desejo lembranças.
Preciso de uma história, em que você é a personagem principal.
Minha saudade é tão muda.
Ela tem medo de se mostrar.
Existe aquele receio de falar sobre si.
Rezo a Deus para que essa vida imaginada exista e seja sublime.
É tão bom saber que o ser humano consegue sentir coisas maravilhosas.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Quero mais.

Não sei se ainda procuro uma forma de expressão.
Talvez eu procure mais.
(Sempre quero mais).
Acredito que eu queira uma nova forma de viver.
Essa me cansa muito.
É a minha alegria e a minha tristeza.
Tem alguma maneira mais calma?
Menos intensa?
Mais racional?
E que busque menos respostas?
Faltam tantas respostas que não sei o que é a certeza.
Busco o infindável de mim mesmo.
Queria tanto ser superficial.
Texto fútil é assim.
Tem preguiça de ser profundo.

domingo, 21 de novembro de 2010

Preciso de tantas coisas.

Preciso ser racional.
Vamos lá.
Necessito esquecer.
Ocupar minha cabeça.
Sem trégua.
Preciso esquecer você.
Arranjar outra pessoa.
Me apaixonar novamente.
Novas esperanças.
Preciso de um fim!
Voltei a sentir o que sentia quando tínhamos uma relação diferente.
Aquela respiração difícil, receosa do futuro.
Aquele antigo medo.
Medo de perder, de ter feito tudo em vão, de ter sido um grande idiota.
Tentei demais.
Ousei demais.
Voltei a sentir - e nunca parei, na verdade - de ficar com um frio na barriga quando você aparece.
A sua foto. Mexe comigo.
Seu óculos de sol.
Seu cabelo.
Seus olhos.
Seu sorriso cheio de charme.
Sua boca.
Seus traços leves.
É um desejo físico e espiritual. De alma, talvez.
Tenho medo de dizer coisas tão fortes.
Podem não ser verdades.
Ou verdades atuais.
Que Deus faça alguma coisa por mim.
Ou esqueço.
Ou me conformo novamente.
Ou fico com você.
Algo precisa acontecer.
Chega de esperar.
Se isso for amor, é bem injusto.
Talvez, em breve, eu não acredite mais nele.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Terrível mania

Não sei por qual razão, com frequência, preciso pensar que não vou ficar com você.
Já te perdi.
Preciso me conformar com isso.
E fim.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Espero.

E há um sopro de vida.
Espero a ventania.

Paixão calada existe e é só.

Mais uma vez, não!
Eu imploro!
Rejeição de novo, não!
Qual é o problema comigo?
O que tenho de errado?
Por que sou tão sozinho?
Sempre a solidão.
Por mais amigos que eu tenha, nunca me sinto bem.
Sempre sinto-me sozinho.
Precisando de proteção.
Quero alguém.
Cansei de estar só.
De ser só.
A minha alma é solitária.
Até a minha mãe já disse isso.
Me questiono o motivo.
Preciso de um.
E que seja palpável, por favor.
Necessito entender.
Busco respostas.
Não quero todas, mas algumas.
Aquelas necessárias.
É sempre a mesma história.
Engraçado.
Inteligente.
Provocante.
Interessante.
Perspicaz.
Amoroso.
Carinhoso.
Gracioso.
E, sempre, sozinho.
Tantas qualidades e por qual razão ainda estou nessa situação?
Fico tão perdido.
Tão vazio.
Estou vazio.
Uma agonia fora do comum.
Sem esperanças.
Sem nada a acrescentar ao mundo.
Não preciso viver assim.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

É urgente!

Preciso de você.
Ou que acabe tudo de uma vez.
Fim.
Quero fim.
Já.
Fim ou um começo.
Chega dessa história.
Chega da sua presença.
Das suas aparições.
É pior que fantasma.
Sou louco.
Principalmente por você.
Vou aguardar.
Na esperança que se faça o certo, o justo.
Que Deus interceda.
De alguma forma.
Preciso de soluções.

Engraçado ou trágico

A minha fome por comida deve vir da alma necessitada.