sábado, 21 de agosto de 2010

Todos... todas....

Perdoe-me por dizer isso.
É injusto lembrar de você todas as noites.
Todas as manhãs.
Todas as tardes.
Todas as madrugadas insones.
Todos os sábados.
Todos os domingos.
Todas as folgas.
Tantos momentos.
Preciso respirar novamente.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Fim.

Preciso me expressar.
De alguma maneira!
A mais insensata que existir é minha!
Estou destruído.
Com ódio.
De Deus.
Pedi tantas vezes.
Implorei.
Desejei.
E nada.
Nada.
Nada.
Essa palavra ecoa!
Pra que tudo isso, então?
Pra nada?
Eu me revirei do avesso pra nada?
Eu senti tudo isso à toa?
Eu insisti.
Eu briguei.
Eu lutei.
Eu me permiti sentir e perdi.
Pra que tentar tanto e perder?
Não me conformo.
Não vou perdoar Deus.
Nunca.
Depositei confiança.
Fé.
Fé inexistente, mas consegui enxergá-la.
Sentir tudo isso.
Para nada.
E se eu ainda tivesse conhecido, sentido, visto, tudo bem.
Houve algo concreto.
Mas isso nunca existiu.
Foi sempre limitado.
E Deus nunca fez nada!
E quando eu achei que tinha feito, não fez!
Incompetente.
Deus e eu!
Eu e Deus!
Os dois.
Já decidi.
Vou me jogar nos estudos.
Feito louco.
Além disso, vou parar de acreditar em Deus.
Chega!
É a nossa despedida, Senhor.

terça-feira, 13 de julho de 2010

...

Fico nessa espera absurda!
Esperar o que?
De quem?
Esperar o que sempre quis.
Um sinal, uma mudança, a realização do desejo.
Aguardo.
Como faço há um certo tempo.
Será que você ainda lembra disso?
Será que ainda lembra de mim?
Será que ainda significo algo?
Será que há esperanças.
Aguardar....

domingo, 11 de julho de 2010

A Estranheza

Não consigo lidar.
Essa loucura, esse sentimento, essa aflição.
Não sei lidar com emoções.
Sei percebê-las. Sei escrevê-las. Sei senti-las.
Não sei demonstrá-las.
É difícil pra mim.
Tenho uma família pouco sensível e pouco aberta aos sentimentos.
No entanto, os meus borbulham e querem explodir fora de mim, querem passar pelo meu peito, pela minha garganta, pela minha boca, pelos meus olhos.
Tomam-me inteiro.
Destroem o meu equilíbrio.
Destroem a minha sensatez.
Eu que sempre fui tão livre, hoje, estou preso a você.
Não porque você quer ou porque eu queira, mas porque algo quer.
Algo que não sei o que é.
Não sei lidar com o desconhecido. Tenho medo, mas é mais. Tenho pavor, mas é mais.
Tenho estranheza.
Não sei o que é, o que fazer, o que dizer.
Ser racional e emocional é lutar contra o desequilíbrio.
Mesmo com tantos perigos, prefiro demonstrar o que sinto.
É a minha saída.
É a minha busca.
É o meu eu.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Você escolhe

Você não merece o que eu tenho para oferecer.
Não merece e nunca mereceu, mas ainda tem a oportunidade de possuir.
Você escolhe.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Raras vezes

Ingênuo.
Raras vezes demonstrou o que era necessário.
Raras vezes disse o que precisava ser ouvido.
Aquelas vezes em que sumiu.
As vezes em que não respondia as mensagens.
Ignorava.
Fingia a não existência.
Não dava notícias.
Sumia.
Apenas sumia.
Sumia.
SUMIA!
E eu?
Não sei.
Não sei qual é o peso que tenho nessa história.
Não sei a minha influência, a minha importância.
Não sei o que fui, o que sou ou o que serei.
Não sei muita coisa.
Isso machuca tanto.
Não consigo me desvencilhar.
Não consigo esquecer.
Apagar é impossível.
Maldita oportunidade que agarrei.
Maldita ingenuidade.
Não cresci nesse tempo todo.
Dou voltas, voltas e mais voltas no mesmo ponto.
E estou cá.
Parado.
Falsamente movimentado.
Ignora.
Tanta frieza.
Tanta insensibilidade.
E eu?
Não sou considerado.
E por que seria?
Não sei o motivo para tanto carinho.
Amor?
Não sei.
Não sei como são essas coisas, como acontecem.
Não sei por que tanta insistência.
É a minha busca.
A busca burra e inútil.
A oportunidade a mim.
Não evoluo com outra pessoa.
Têm sempre problemas.
Dificuldades que finalizam o que não foi iniciado.
Não posso mais viver assim.
Não posso mais tentar tanto e não conseguir nada.
Quero um fim.
Qualquer fim.
Mexa-se, você!!
Mexa-se.
Poderia, após sofrer tanto, desejar a sua morte, te odiar.
Mas, apesar da raiva, do ódio momentâneo, não consigo desejar o seu fim.
Prefiro o meu.
Não porque eu seja ingênuo e romântico o suficiente para morrer de amor.
Não!
Não é isso.
Ao morrer, acabam os meus possíveis erros, os meus sofrimentos e as minhas decepções.
Apago todas as loucuras, todas as lágrimas.
Apago todas as frustrações, os traumas, as ingenuidades.
Esqueço toda a minha solidão.
Solidão silenciosa.
Solidão sólida.
Solidão é a única palavra que traduz todo o meu medo e o meu desejo.
Raras vezes que me imagino sem você.

domingo, 20 de junho de 2010

"Espero, mas não sei se tenho tempo"

Espero um dia conseguir viver o que tanto desejei.
Espero um dia poder te ver, enfim.
Espero um dia poder te amar face a face, como te amo nessa distância.
Espero te entender.
Espero te ajudar.
Espero te fortalecer.
Espero rir com você.
Espero viver um pouco com você.
Espero acordar com você.
Espero olhar nos seus olhos.
Espero fazer carinho em você.
Espero ser você.

domingo, 6 de junho de 2010

Prisão

Nós estamos presos. Presos em nossas vidas, em nossos problemas, em nossas inutilidades, em nossas tristezas. Estamos presos aos opostos.
Um dia, teremos uma oportunidade.

domingo, 30 de maio de 2010

Amargura e cansaço

Tento ser forte. Todos os dias.
Têm épocas que é mais fácil, e outras que são quase impossíveis!
Quero o fim.
Não aguento mais essa insatisfação.
Não estar feliz com nada, porque talvez não tenha nada.
Ser trocado e esquecido como lixo.
Cansei de esperar por mudanças, por melhorias.
Cansei de esperar pela vida!
Cansei de esperar por mim.
Cansei de esperar por você.
Quero gritar.
Bem alto.
Pedir ajuda.
Cansei de não conseguir o que tanto quero.
Cansei de conviver com saudade, tristeza e medo.
Cansei de pensar todos os dias que tudo o que lutei, não serviu para nada.
Cansei de pensar que tudo o que falei, não adiantou.
Cansei de pensar que tudo o que deixei de viver, já passou.
Cansei de pensar que a outra pessoa está muito bem e feliz, e que esta não sente a minha falta.
Cansei de pensar que o futuro pode me reservar surpresas.
Cansei de pensar que as coisas acontecem no momento certo.
Cansei de pensar que a outra pessoa não liga pra mim.
Cansei de pensar que talvez eu tenha sido um lixo.
Cansei de ter esperanças.
E tenho evitado de pensar nisso.
Por isso que em alguns momentos, acho que estou bem.
Mas não estou, não!
Eu evito pensar nessas coisas tristes, nas minhas incapacidades!
Eu tento acreditar em mudanças.
Em rasteiras boas da vida.....
Eu tento acreditar que um dia vou compreender tudo isso.
Eu tento compreender que a vida é assim. E sei que é assim.
Eu tento compreender que o futuro pode me trazer você de volta.
Eu tento compreender que você pode sumir.
Eu tento compreender que talvez a gente se envolva.
Eu tento compreender que você está longe e isso nos limita.
Eu tento compreender que o meu tempo de vida é imenso.
Eu tento compreender o seu suicídio em vida, mas não consigo.
Eu estou sufocando tudo o que sinto.
Eu evito pensar em você.
Eu evito pensar no futuro.
Eu evito sentir sua falta.
Guardo tudo isso.
Luto.
Mas sei que no fundo, eu sinto sua falta.
Eu gosto de você. Ainda.
Eu queria tanto te conhecer.
Eu queria tanto te sentir.
Eu queria tanto que tivéssemos uma oportunidade.
Eu juro que não quero te fazer sofrer.
Eu juro que não quero sofrer.
Eu juro que não quero fazer ninguém sofrer, porém, é inevitável.
Eu tenho medo de mim.
Quero anteceder o fim.
Não vou evitar essa vontade.

Frase do Dia: Eu devia seguir mais as minhas vontades.

sábado, 29 de maio de 2010

É excrucitante

Essa história não tem fim.
Volto sempre ao passado.
Resgato sentimentos, desejos e mantenho essa saudade absurda.
Isso me consome.
Estou conformado, mas não consigo esquecer.
Quero fazer uma loucura.
Quero uma maneira de encontrar a sombra.
Quero uma solução para tudo.
Quero o fim.
O fim.
Neste fim.
Sinto a sua falta.
Comparo-te com todas as outras pessoas.
É um sentimento persistente.
Algo que não suporto mais.
Não tenho mais forças.
Quero esquecer.
Quero apagar você da minha vida.
Quero te matar dentro da minha mente.
Não quero.
Quero você.
Quero. Mais uma vez.
Não sei mais o que fazer.
A solidão me machuca, derruba o meu equilíbrio.
Você me tira do sério!
Não me conformo com o meu destino.
Com essa solidão absurda, com essa paixão louca.
É injusto.
Só o que posso dizer.
Só o que sei dizer.
E não venha falar de Deus.
Ele não existe.
Um Deus assim não existe.
Não deixo existir.
Volto a minha vida cansativa e óbvia, e finjo, como sempre, que estou bem.
Suspiro.
Levanto a cabeça.
Sorrio.