domingo, 18 de abril de 2010

Resta a dúvida

De fato, você me faz bem. É inegável.
Mas está longe.
Ainda.
Isso precisa mudar.
Não aguento uma terceira vez nessas condições.
É crueldade.
Comigo.
Com você? Não sei.
Conosco? Não faço a menor ideia.
Sinto sua falta.
Mas resta a dúvida.
A eterna e cansativa dúvida que faz eu pensar se tudo isso é necessário.
Se tudo isso vale a pena.
E o pior: onde isso tudo vai me levar?
Onde eu vou parar com essa história?
Qual é o fim de tudo?
Falta forças.
Puro medo.
Não sei se faço certo.
Algo me incomoda.
Que o futuro seja melhor que o passado.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Mentir a mim mesmo é impossível

Não consigo fingir que não estou com medo.
Posso estar errado e sei desse risco.
Porém, percebo que ainda há sentimento em algum lugar e de uma maneira bem estranha.
É um sentimento dividido.
Você tomou o que é de direito.
Não me deixou sozinho dessa vez.
E isso faz eu me questionar: por que uma terceira vez?
Percebi carinho, desejo, sentimento, saudade.
Percebi o delicado essencial.
Tantas oportunidades jogadas no lixo.
Agora é que nos conectamos novamente.
É aquela maldita ligação que não é cortada nunca.
Não cortem. Me oferece uma sensação tão forte.
Maior que o meu próprio ser.
É um êxtase.
Me sinto especial novamente.
Me falta ar.
Incompleto ainda.
Falta você.
Você que sempre me fez falta.
Isso é o que mais me machucou.
A ausência. A ausência do que amo.
Imagino o seu cheiro, sua pele, seu toque, seu sorriso.
Quando fecho os olhos, lembro de sua voz.
Lembro daquela frase: "sou louco por você."
Eu também sou!
Me leve! Me sequestre!
Seu! Me deixe apenas.
Unidos. Em uma força só.
Há uma certeza de que posso ser feliz.
Confio nas minhas certezas sem prova, sem apoio, sem crença, sem nada.
Certezas nuas me cercam.
Confio no que desejo.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Arrumando as coisas

Provavelmente, sou fraco.
Não consigo esquecer quem já nem lembra mais de mim.
É sempre assim.
Sou o último a esquecer.
O último a perceber.
Posso estar também pensando em outra pessoa, mas sempre existe uma sombra.
Uma sombra fraca, às vezes forte.
Não sei o que fazer.
Quero prosseguir.
Desde que seja especial.
Pelo menos um pouco.
Penso na nova oportunidade que surge.
No entanto, ainda há ligações obscuras.
Nem tão escuras assim.
Claras, em alguns momentos.
Tenho medo também.
De sofrer de novo.
Não tenho mais força pra isso, não.
Não neste momento.
Assim, continuo a arrumar o que já devia estar guardado.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Criar

Estou em um processo doloroso.
O processo de criação.
Vem pequenas ideias a minha mente. Nada interessante.
E preciso escrever. É uma necessidade. Minha. Totalmente individual e difícil de explicar e de compreender.
Quero contar histórias. Entrar no espírito de cada personagem. Provocar algo. Qualquer coisa. Não descarto sentimentos.
Não há nada que eu possa escrever. Me sinto morto. Oco. Sem nada a acrescentar neste instante.

sábado, 26 de dezembro de 2009

O que fazer?

Sinto a sua falta.
Penso em você todos os dias.
Quando acordo, quando vou dormir. Em qualquer momento.
Você está afastado, mas ainda sinto você presente.
Me preocupo com você. Com as suas ações, com as suas dificuldades, com os seus medos, com tudo.
Isso me incomoda.
Não consigo lidar. Não aguento mais essa situação.
Você, você, você, você....

sábado, 5 de dezembro de 2009

Quando tudo fizer sentido

O tempo passou tão depressa.
Tantas coisas aconteceram.
O que mudou de fato?
Não sei.
Cada vez mais percebo que sou uma mistura incandescente de tudo.
Me jogo no poço e saio inteiro?
Quebrado, mas me refaço ao longo do jogo.
Não me sinto completo.
Não me sinto em paz.
Estou a caminho.
Em um caminho eterno.
Pela mesma busca que me enlouquece.
Um dia, preciso acreditar nisso, terei o que mais preciso.
Enquanto isso, preciso escrever.
Bater nas teclas e dizer algo que não consigo saber o que é.
O que eu quero escrever afinal?
Estou tão cansado e revoltado com tudo.
Será isso mesmo?
Agora pouco não estava assim.
Foi de repente.
O que eu quero dizer?
O que eu quero sentir nesse instante?
O que preciso pensar?
O que preciso fazer pra tirar essa agonia que sempre sinto?
Tem algo me incomodando e não sei o que é.
Fica batendo dentro de mim.
Dando pontadas. O que é?
Será o meu coração batendo?
Será o meu coração gritando?
Como faço para ele ficar quieto?
Tantas perguntas... tão desnecessárias agora.
Esqueço.
Ignoro tudo.
Com frieza.
Com mentiras.
Com puro teatro.
Amanhã, lembro novamente.
E assim, vamos caminhando.... lentamente.
Até o fim.
O fim.... fim da linha, onde estão todas as respostas.
Não é a morte.
É a vida.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Espelho

Sempre que estava mal, eu ia ao espelho. Me encarava frente a frente. A guerra iniciava dentro de mim.
Percebi que mudava. De alguma forma, eu tinha decidido mudar.
Estava totalmente frágil.
Me sentia atacado. Comecei a me defender ferozmente. Com uma força invejável!
Apertei tudo o que sentia e guardei em algum lugar. E de fato, em muitos momentos, não percebi que fazia isso. Demorei para enxergar tudo.
Um dia, notei que as circunstâncias novamente queriam que eu mudasse. Fui para o oposto. Me joguei em um abismo louco. Olhei o espelho de novo. Com esperança.
Tentei, tentei. Tentei por mim. Dei uma oportunidade a mim - enfim tinha ganho a liberdade de sentir.
Aconteceu de tudo.
Cometi erros.
As pessoas envolvidas cometeram erros.
Muitos desencontros e perdi.
Sempre tentei evitar sofrimento, mas nunca consegui. Sempre de alguma forma eu sofria. Calado ou não, eu estava lá com os meus sentimentos muito similares.
Perdi mais uma vez. O mesmo que aconteceu lá no início quando eu encarei o espelho pela primeira vez.
Não tenho sorte em certas coisas.
O que eu mais quero, nunca tenho. E mesmo assim, um conhecido ainda tem inveja de mim. Inveja do quê? Não há razão.
Mesmo com tantos erros e mudanças, tentei de novo. Mas não deu certo. Fui feito de idiota. Novamente.
Atualmente, tento de novo, porém, sei como será o futuro. Igual a tudo o que já relatei aqui.
Quero fazer de alguma maneira, uma situação diferente.
No entanto, dessa vez, não consigo ser tão frio como antes.
Não aguento certas atitudes.
Não aguento colocar em prática tudo o que eu era.
Quero tentar de novo, só não possuo forças.
Já não preciso acreditar mais em Deus.
Há alguns anos, não tinha esperança em conseguir o que queria, e por um instante, comecei a acreditar que podia. Não posso. Não tive.
Eu me questiono o porque disso tudo acontecer comigo.
Será que não mereço?
Será que fiz tudo errado?
Estou péssimo.
Quero desistir de tudo e de todos, principalmente de mim.
Não acredito mais em nada.
Cansei.
Mais uma injustiça.

Fim!


Autor desconhecido

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Não sei o que se passa

Os últimos dias não têm sido fáceis.
Aliás, faz algum tempo que não conheço essa palavra.
Fico pensando: o que preciso aprender para resgatar sempre a mesma coisa?
Será mesmo que essa coisa está sendo resgatada?
Acho que errei com todas as pessoas.
Não sei se aguento tantos erros de uma vez e tão velozes assim.
Talvez eu esteja errado. Ou não.
Ultimamente, e faço com frequência isso, pergunto quem eu sou.
Às vezes, sei perfeitamente o que sou e me entendo de uma forma que me assusta.
Em outros momentos, não sei mais. Não sei se estou fazendo certo, e isso, me angustia. Me deixa diferente.
Enfim. Penso cada coisa pesada. Sem sentido para muitos. Apenas chega a minha mente de uma forma momentânea. Acontece. Só.
Não sei o que se passa. Será o inferno astral? Mentira minha.


sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Desisto de Deus

Já postei aqui, em algum dia, a minha raiva de Deus.
Confesso que a minha fé não é exatamente fé.
Eu tenho de vez em quando.
Por uns dias, acredito em Deus e no poder dele sob a minha vida.
No dia seguinte, uma coisa minúscula acontece e ela acaba.
Sou fraco nesse aspecto.
Aliás, nem quero ser forte, tá?
Nunca chega a minha hora, e não estou falando de morte.
Nunca chega a minha hora de conseguir o que mais quero.
Sempre tem provações pra cumprir, sofrimentos pra conhecer, lágrimas pra derramar.
Nunca chega o dia de eu ter o que mais preciso, e ninguém pode negar que eu tento.
Quem me conhece, sabe.
Eu tento. Sempre.
Tento demais, inclusive.
Procuro ficar próximo, ser atencioso, amoroso, enfim.... todas aquelas coisas. Procuro compreender a outra pessoa.
E de repente, ela simplesmente não sente mais nada.
Dessa vez, começou a me ignorar. Obviamente comecei a me irritar. Fui perguntar.
Questionei várias vezes.
Poucas respostas.
Não entendi porque de repente passou a me ignorar.
Perdeu o interesse? Não sei.
Não quer me ver? Talvez.
Não quer falar comigo? Provavelmente.

Não sei o motivo. Foi de repente. Sem uma razão específica.
Fico sem saber o que pensar. Qual é a razão para isso?
Não é mais fácil chegar e dizer tudo?
Por que ignorar?
Por que mudar tanto em questão de dias?
Por que agir assim?
E olha que essa pessoa estava muito interessada.
Direta e clara.
Parou com tudo de repente. Não diz o motivo.
E mais uma vez, saio como idiota, cretino, que tenta sempre conseguir o que mais quer, e no fundo, não consegue nada.
Tento, tento e tomo na cabeça. Feito um tapado, um cordeirinho.
Não entendi nada e custo a tentar me conformar.
Isso realmente não aconteceu!
Ela queria NAMORO! E de repente, perdeu o interesse.
Perder, tudo bem, mas tem que avisar, concordam? Não faça a outra pessoa de idiota.
As pessoas que merecem sofrer, não sofrem, e quem não merece, sofre.
Deus é injusto!
Deus é mentiroso!
Deus nem existe!
As pessoas mais cretinas, mais medíocres, mais erradas, mais loucas, são as que menos sofrem.
Aqueles que são totalmente o inverso, pagam por alguma coisa desconhecida.
Mais uma vez, desisto de Deus.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Hipocrisia

Estamos em um época que tudo é racionalizado. O dinheiro, os empregos, a educação, a saúde, enfim, os interesses individuais e coletivos.
O sentimento foi ignorado. Aliás, é bom colocar que não falo de sentimento apenas, mas de sensibilidade. Todos pensam em si mesmos, porém, no aspecto material. Em relação à "felicidade", ninguém se preocupa.
É inacreditável como as pessoas não ligam para o próprio bem-estar.
Precisam de auto afirmação, de estima proveniente dos outros. É irritante.
Todos queremos ser notados, mas há um certo limite.
Chamar a atenção. As pessoas, no fundo, precisam de atenção e são extremamente carentes! E adoram parecer duronas. São mais sensíveis que as madres.
Hipócritas.