quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Espelho

Sempre que estava mal, eu ia ao espelho. Me encarava frente a frente. A guerra iniciava dentro de mim.
Percebi que mudava. De alguma forma, eu tinha decidido mudar.
Estava totalmente frágil.
Me sentia atacado. Comecei a me defender ferozmente. Com uma força invejável!
Apertei tudo o que sentia e guardei em algum lugar. E de fato, em muitos momentos, não percebi que fazia isso. Demorei para enxergar tudo.
Um dia, notei que as circunstâncias novamente queriam que eu mudasse. Fui para o oposto. Me joguei em um abismo louco. Olhei o espelho de novo. Com esperança.
Tentei, tentei. Tentei por mim. Dei uma oportunidade a mim - enfim tinha ganho a liberdade de sentir.
Aconteceu de tudo.
Cometi erros.
As pessoas envolvidas cometeram erros.
Muitos desencontros e perdi.
Sempre tentei evitar sofrimento, mas nunca consegui. Sempre de alguma forma eu sofria. Calado ou não, eu estava lá com os meus sentimentos muito similares.
Perdi mais uma vez. O mesmo que aconteceu lá no início quando eu encarei o espelho pela primeira vez.
Não tenho sorte em certas coisas.
O que eu mais quero, nunca tenho. E mesmo assim, um conhecido ainda tem inveja de mim. Inveja do quê? Não há razão.
Mesmo com tantos erros e mudanças, tentei de novo. Mas não deu certo. Fui feito de idiota. Novamente.
Atualmente, tento de novo, porém, sei como será o futuro. Igual a tudo o que já relatei aqui.
Quero fazer de alguma maneira, uma situação diferente.
No entanto, dessa vez, não consigo ser tão frio como antes.
Não aguento certas atitudes.
Não aguento colocar em prática tudo o que eu era.
Quero tentar de novo, só não possuo forças.
Já não preciso acreditar mais em Deus.
Há alguns anos, não tinha esperança em conseguir o que queria, e por um instante, comecei a acreditar que podia. Não posso. Não tive.
Eu me questiono o porque disso tudo acontecer comigo.
Será que não mereço?
Será que fiz tudo errado?
Estou péssimo.
Quero desistir de tudo e de todos, principalmente de mim.
Não acredito mais em nada.
Cansei.
Mais uma injustiça.

Fim!


Autor desconhecido

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Não sei o que se passa

Os últimos dias não têm sido fáceis.
Aliás, faz algum tempo que não conheço essa palavra.
Fico pensando: o que preciso aprender para resgatar sempre a mesma coisa?
Será mesmo que essa coisa está sendo resgatada?
Acho que errei com todas as pessoas.
Não sei se aguento tantos erros de uma vez e tão velozes assim.
Talvez eu esteja errado. Ou não.
Ultimamente, e faço com frequência isso, pergunto quem eu sou.
Às vezes, sei perfeitamente o que sou e me entendo de uma forma que me assusta.
Em outros momentos, não sei mais. Não sei se estou fazendo certo, e isso, me angustia. Me deixa diferente.
Enfim. Penso cada coisa pesada. Sem sentido para muitos. Apenas chega a minha mente de uma forma momentânea. Acontece. Só.
Não sei o que se passa. Será o inferno astral? Mentira minha.


sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Desisto de Deus

Já postei aqui, em algum dia, a minha raiva de Deus.
Confesso que a minha fé não é exatamente fé.
Eu tenho de vez em quando.
Por uns dias, acredito em Deus e no poder dele sob a minha vida.
No dia seguinte, uma coisa minúscula acontece e ela acaba.
Sou fraco nesse aspecto.
Aliás, nem quero ser forte, tá?
Nunca chega a minha hora, e não estou falando de morte.
Nunca chega a minha hora de conseguir o que mais quero.
Sempre tem provações pra cumprir, sofrimentos pra conhecer, lágrimas pra derramar.
Nunca chega o dia de eu ter o que mais preciso, e ninguém pode negar que eu tento.
Quem me conhece, sabe.
Eu tento. Sempre.
Tento demais, inclusive.
Procuro ficar próximo, ser atencioso, amoroso, enfim.... todas aquelas coisas. Procuro compreender a outra pessoa.
E de repente, ela simplesmente não sente mais nada.
Dessa vez, começou a me ignorar. Obviamente comecei a me irritar. Fui perguntar.
Questionei várias vezes.
Poucas respostas.
Não entendi porque de repente passou a me ignorar.
Perdeu o interesse? Não sei.
Não quer me ver? Talvez.
Não quer falar comigo? Provavelmente.

Não sei o motivo. Foi de repente. Sem uma razão específica.
Fico sem saber o que pensar. Qual é a razão para isso?
Não é mais fácil chegar e dizer tudo?
Por que ignorar?
Por que mudar tanto em questão de dias?
Por que agir assim?
E olha que essa pessoa estava muito interessada.
Direta e clara.
Parou com tudo de repente. Não diz o motivo.
E mais uma vez, saio como idiota, cretino, que tenta sempre conseguir o que mais quer, e no fundo, não consegue nada.
Tento, tento e tomo na cabeça. Feito um tapado, um cordeirinho.
Não entendi nada e custo a tentar me conformar.
Isso realmente não aconteceu!
Ela queria NAMORO! E de repente, perdeu o interesse.
Perder, tudo bem, mas tem que avisar, concordam? Não faça a outra pessoa de idiota.
As pessoas que merecem sofrer, não sofrem, e quem não merece, sofre.
Deus é injusto!
Deus é mentiroso!
Deus nem existe!
As pessoas mais cretinas, mais medíocres, mais erradas, mais loucas, são as que menos sofrem.
Aqueles que são totalmente o inverso, pagam por alguma coisa desconhecida.
Mais uma vez, desisto de Deus.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Hipocrisia

Estamos em um época que tudo é racionalizado. O dinheiro, os empregos, a educação, a saúde, enfim, os interesses individuais e coletivos.
O sentimento foi ignorado. Aliás, é bom colocar que não falo de sentimento apenas, mas de sensibilidade. Todos pensam em si mesmos, porém, no aspecto material. Em relação à "felicidade", ninguém se preocupa.
É inacreditável como as pessoas não ligam para o próprio bem-estar.
Precisam de auto afirmação, de estima proveniente dos outros. É irritante.
Todos queremos ser notados, mas há um certo limite.
Chamar a atenção. As pessoas, no fundo, precisam de atenção e são extremamente carentes! E adoram parecer duronas. São mais sensíveis que as madres.
Hipócritas.

domingo, 20 de setembro de 2009

Escolhas

Certas escolhas são fáceis; outras, são relativamente complicadas; e por fim, há aquelas que são quase impossíveis de serem tomadas em pouco tempo.
A escolha está intimamente conectada ao tempo, ao passar de cada segundo, de cada longo minuto e de cada cansativa hora.
Tenho uma escolha a fazer e três caminhos: escolher uma personalidade sensível ou a insensível ou não querer nenhuma, e simplesmente encerrar tudo e qualquer perspectiva já pensada em outros tempos - olha lá ele de novo - que já se passaram.
Desconsiderando a desistência - pois não gosto de desistir - os outros dois caminhos são totalmente diferentes e individualmente, cada um tem suas características que me prendem de uma forma às vezes - na minha opinião muda - doentia. Mas sei que não sou doente. Sou apenas persistente com aqueles ou aquelas que me amam.
Recebo conselhos. Conselhos sinceros, sem sombra de dúvida. Querem que eu escolha a sensibilidade, mas eu penso: e o percurso do outro caminho? Vai terminar assim de repente? Vai cair por água e simplesmente não existir mais?
Tantas lutas, tantas tentativas, tantas derrotas, tantas lágrimas, tantas crenças, tantas mudanças.
Tudo perdido. Tudo sem necessidade. Tudo sem resposta. Tudo sem fim. Tudo sem o cumprimento do objetivo.
E tudo deve ser esquecido.

domingo, 6 de setembro de 2009

Somos erros

Aquela outra pessoa sofre. Sofre como você, e mais do que imagina.
Os motivos são diversos e a maioria não são visíveis ou descobertos pela própria pessoa.
Ela pode se sentir sozinha, indigna, fracassada, sem beleza, usada, julgada, humilhada ou tentada demais as coisas erradas que aparecem ao longo da vida.
Razões inconscientes e perigosas, principalmente as discretas.
Aliás, o mundo é feito de perigos e dúvidas.
O mundo é feito de problemas.
O mundo é feito de fraquezas.
O mundo é feito de dificuldades.
O mundo é feito para nos prejudicar quase sempre.
O mundo é feito para nos testar.
Testar a nossa sanidade.
Testar a nossa força física.
Testar o nosso controle.
Qualquer passo em falso, acabamos.
Somos errados e mortos em vida.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O que existe afinal?

Às vezes sinto que o mundo se esqueceu de mim. Alguém se esqueceu de mim. Por que tudo isso está acontecendo? As mesmas situações, mas pessoas tão diferentes. Tudo se repete novamente.
Eu quero sentir de fato. Eu quero ser completo de fato. Eu quero ser feliz de fato.
Talvez eu não mereça. Talvez não seja o momento. Talvez Deus não exista. Talvez nada disso exista. Talvez nenhum sentimento exista. Talvez o amor não exista. Talvez só as minhas lágrimas existam.
O meu grito permanece.
Preciso de uma solução.

sábado, 29 de agosto de 2009

Solidão

Sempre sozinho.
Estou sempre acompanhado dos meus próprios pensamentos.
Posso estar com amigos por perto, mas continuo sozinho.
Em casa. Sozinho. Procurando por um motivo.
Um motivo para essa solidão.
Estou fazendo tudo errado.
Sempre sozinho. Diferente da maioria.
Acho que não estou vivendo. Droga! Acho que nunca vivi ou talvez ninguém tenha considerado uma vida.
Às vezes preciso me conformar com a solidão.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Mudanças repentinas

Estava tudo na relativa calma. Em um dia, mudou tudo. Ou melhor, não sei se mudou, o que mudou. Não tenho certeza. Só está se transformando.
O que eu tanto queria, aconteceu. Talvez esteja acontecendo. Não sei se é sério.
Estou confuso. Confuso e cansado. Não tô entendendo nada.
Mas fico feliz.
Feliz porque apareceu algo que eu queria, que eu desejava.
Se for pra ser assim, vou acabar me jogando de novo.
Me arriscando em uma linha tênue, perigosa e que machuca, que arranca pedaços. Mas isso me enfeitiça, me encanta. Quero pra mim.
Quero tudo o que pode me dar.

"Meu coração não se cansa de ter esperança de um dia ser tudo o que quer."

Coração Vagabundo - Ana Cañas

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Coisas simples

Eu me incomodo com coisas pequenas.
Não suporto me conformar.
Saber que não posso fazer nada contra.
É uma das leis da vida, mas não é por isso que eu a aceito.
Não quero substituir algo só porque não posso tê-lo agora.
Substituir não fará eu me sentir realmente melhor. Será algo momentâneo.
Com o original, eu ficaria melhor.
Pra que substituir se não vou ganhar nada?
Não quero vantagens.
Normalmente, eu não as quero.
Quero coisas simples. Sem tantas delongas. Sem trocas. Sem dores.

Não quero mais substituir o insubstituível.
Por que?
Porque o original sempre é melhor. É mais forte. Mais emocionante. Mais encantador. Me completa mais.

Busco isso: o outro lado. E dessa vez, pode ser momentâneo.