domingo, 20 de setembro de 2009

Escolhas

Certas escolhas são fáceis; outras, são relativamente complicadas; e por fim, há aquelas que são quase impossíveis de serem tomadas em pouco tempo.
A escolha está intimamente conectada ao tempo, ao passar de cada segundo, de cada longo minuto e de cada cansativa hora.
Tenho uma escolha a fazer e três caminhos: escolher uma personalidade sensível ou a insensível ou não querer nenhuma, e simplesmente encerrar tudo e qualquer perspectiva já pensada em outros tempos - olha lá ele de novo - que já se passaram.
Desconsiderando a desistência - pois não gosto de desistir - os outros dois caminhos são totalmente diferentes e individualmente, cada um tem suas características que me prendem de uma forma às vezes - na minha opinião muda - doentia. Mas sei que não sou doente. Sou apenas persistente com aqueles ou aquelas que me amam.
Recebo conselhos. Conselhos sinceros, sem sombra de dúvida. Querem que eu escolha a sensibilidade, mas eu penso: e o percurso do outro caminho? Vai terminar assim de repente? Vai cair por água e simplesmente não existir mais?
Tantas lutas, tantas tentativas, tantas derrotas, tantas lágrimas, tantas crenças, tantas mudanças.
Tudo perdido. Tudo sem necessidade. Tudo sem resposta. Tudo sem fim. Tudo sem o cumprimento do objetivo.
E tudo deve ser esquecido.

domingo, 6 de setembro de 2009

Somos erros

Aquela outra pessoa sofre. Sofre como você, e mais do que imagina.
Os motivos são diversos e a maioria não são visíveis ou descobertos pela própria pessoa.
Ela pode se sentir sozinha, indigna, fracassada, sem beleza, usada, julgada, humilhada ou tentada demais as coisas erradas que aparecem ao longo da vida.
Razões inconscientes e perigosas, principalmente as discretas.
Aliás, o mundo é feito de perigos e dúvidas.
O mundo é feito de problemas.
O mundo é feito de fraquezas.
O mundo é feito de dificuldades.
O mundo é feito para nos prejudicar quase sempre.
O mundo é feito para nos testar.
Testar a nossa sanidade.
Testar a nossa força física.
Testar o nosso controle.
Qualquer passo em falso, acabamos.
Somos errados e mortos em vida.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O que existe afinal?

Às vezes sinto que o mundo se esqueceu de mim. Alguém se esqueceu de mim. Por que tudo isso está acontecendo? As mesmas situações, mas pessoas tão diferentes. Tudo se repete novamente.
Eu quero sentir de fato. Eu quero ser completo de fato. Eu quero ser feliz de fato.
Talvez eu não mereça. Talvez não seja o momento. Talvez Deus não exista. Talvez nada disso exista. Talvez nenhum sentimento exista. Talvez o amor não exista. Talvez só as minhas lágrimas existam.
O meu grito permanece.
Preciso de uma solução.

sábado, 29 de agosto de 2009

Solidão

Sempre sozinho.
Estou sempre acompanhado dos meus próprios pensamentos.
Posso estar com amigos por perto, mas continuo sozinho.
Em casa. Sozinho. Procurando por um motivo.
Um motivo para essa solidão.
Estou fazendo tudo errado.
Sempre sozinho. Diferente da maioria.
Acho que não estou vivendo. Droga! Acho que nunca vivi ou talvez ninguém tenha considerado uma vida.
Às vezes preciso me conformar com a solidão.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Mudanças repentinas

Estava tudo na relativa calma. Em um dia, mudou tudo. Ou melhor, não sei se mudou, o que mudou. Não tenho certeza. Só está se transformando.
O que eu tanto queria, aconteceu. Talvez esteja acontecendo. Não sei se é sério.
Estou confuso. Confuso e cansado. Não tô entendendo nada.
Mas fico feliz.
Feliz porque apareceu algo que eu queria, que eu desejava.
Se for pra ser assim, vou acabar me jogando de novo.
Me arriscando em uma linha tênue, perigosa e que machuca, que arranca pedaços. Mas isso me enfeitiça, me encanta. Quero pra mim.
Quero tudo o que pode me dar.

"Meu coração não se cansa de ter esperança de um dia ser tudo o que quer."

Coração Vagabundo - Ana Cañas

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Coisas simples

Eu me incomodo com coisas pequenas.
Não suporto me conformar.
Saber que não posso fazer nada contra.
É uma das leis da vida, mas não é por isso que eu a aceito.
Não quero substituir algo só porque não posso tê-lo agora.
Substituir não fará eu me sentir realmente melhor. Será algo momentâneo.
Com o original, eu ficaria melhor.
Pra que substituir se não vou ganhar nada?
Não quero vantagens.
Normalmente, eu não as quero.
Quero coisas simples. Sem tantas delongas. Sem trocas. Sem dores.

Não quero mais substituir o insubstituível.
Por que?
Porque o original sempre é melhor. É mais forte. Mais emocionante. Mais encantador. Me completa mais.

Busco isso: o outro lado. E dessa vez, pode ser momentâneo.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Caminhos duplos

Sou genioso e uma caixa de surpresas. Sou duplo, em todas as situações. Dificilmente escolho entre a razão e a emoção. Fico com as duas e as utilizo com rapidez e sem aviso prévio. Não é fácil.
Algumas pessoas acham que sou insensível e cruel, e realmente posso ser. No entanto, o outro lado, apenas pessoas que podem compreender, conhecem.
Sou intenso de uma maneira peculiar, disfarçada e que poucos percebem. Quase tudo à flor da pele. Ou é tudo ou é nada. O meio termo me irrita.
Sou apaixonado pelas pessoas com quem convivo, pelas coisas que faço. Preciso ser assim para sentir a verdade.
Sou um ótimo amigo, mas um excelente inimigo. Defendo quem merece, porém, não suporto assumir que também gosto de proteção.
Sou exigente com tudo, e às vezes sufoco algumas pessoas. Tenho muito ciúmes, embora já tenha aprendido a controlar.
É relativamente fácil me decepcionar, principalmente quando brincam com o que sinto. Sou irônico também e vejo humor em tudo, mesmo que esteja errado.
Não gosto de errar, apesar de saber que é necessário. Sou perfeccionista e metódico. Tenho o meu ritmo e prefiro seguir as minhas vontades o tempo todo.
Não costumo tolerar a futilidade, porém, gosto de quem finge que as tem.
Admiro as pessoas que sofrem e conseguem manter a jovialidade e a sensibilidade. Aliás, não sei se tenho essas características.
Não ligo muito para os bens materiais e guardo as palavras lindas ditas a mim para sempre.
A amizade me move e a paixão me acompanha. Não tenho medo da tristeza, mas tenho medo da felicidade. Tão irreal em alguns momentos.
Quanto mais tempestades enfrento, mais forte fico, mesmo que ainda não saiba disso.
Procuro respostas e tento aprender quando parar. Para gostar das pessoas, preciso admirá-las com força. Fracassados me enojam.
Tenho uma opinião forte e não ache que sou tão delicado quanto pareço. Sei ser direto e muito sincero.
Aliás, a sinceridade também me move. Muitas pessoas acham a honestidade um achado, eu acho uma obrigação.
Gosto de falar de mim, e me conheço muito bem. Porém, só pergunte se você tem intimidade. No início, sou fechado e discreto. Odeio exageros e odeio pessoas que não tem perspectiva.
Não ligo para o ter, mas sou ambicioso. Valorizo o poder do dinheiro, porém, prefiro as lembranças dos grandes sentimentos.
Às vezes, preciso que alguém grite comigo e me faça ver o que ela sente. É a única dica clara que posso dar.
E não esqueça de ser único.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Amizade

Sempre aprendi a valorizar os amigos, pois, os verdadeiros iriam me acompanhar, mesmo que distantes.
No entanto, há sempre uma época na vida que passamos a dar mais valor ainda a certas coisas. Comigo não foi diferente.
Faz uns dois anos que eu comecei a perceber que podia desabafar com os amigos, pedir ajuda quando precisava, e naquela fase, eu precisava mais do que tudo. Conheci ótimas pessoas, e aproveitei para mudar, me tornar uma pessoa mais sensível, mas sempre forte.
Briguei muito com eles, claro. Porém, eles continuam. Sempre presentes de alguma forma. Às vezes, por um recado, por uma frase.... tudo muito simples.
Não sei uma forma eficiente de dizer tudo o que sinto pelos meus amigos. Só sei dizer que não são muitos, porque a amizade não está exposta em uma loja para a compra e a venda. É um processo meticuloso e verdadeiro. Nada de dizer por aí que tem dezenas de amigos. Ninguém - nunca - tem muitos amigos.
Amigos do colégio.... amigos virtuais, que me entendem tão bem.... amigos da faculdade, sendo todos uma grata surpresa.

É... de amigos, não posso reclamar.

A amizade não precisa de luxo. Quanto mais simplicidade, melhor.

sábado, 18 de julho de 2009

Obrigado, Deus!!!

Com frequência, tenho odiado Deus. No fundo, são palavras ditas sem verdade. Falsas. Mas tenho motivos:

Por que tanta paixão cabe em mim? Começou tão sem querer. Eu mal percebi. Quando vi, estava envolvido. Tive reciprocidade, no entanto, um corte. Profundo. O primeiro. Lembro-me do segundo, do terceiro.... de todos... e foram tantos. Brigas, afastamento, discussões. Ainda existe sentimento.

Mas que raio de sentimento é esse que dura tanto e a tudo? Não sei. Você pode pensar que é amor, mas e se for obsessão? Loucura? Tenho medo de ficar louco. É uma linha tênue, e adoro brincar com ela.

Por que você mudou tanto? Por que não tive um aviso prévio? Por que sinto que gosto duplamente? Por que sinto que você não está nem aí? Por que sinto que não faço parte? Por que sinto que estou perdendo tempo?
Você me deixava de alguma forma completo.
E grito, grito com força que te adoro! Você não escuta. Não faz nada. Não fala nada. Faça alguma coisa! Faça alguma coisa. Me tome logo! Aproveite o que sinto por você. Não deixa isso morrer por não ser utilizado. Vamos usar o que sentimos até o fim!

E se você não sentir mais nada? Você disse que não queria que eu me afastasse.... não me afastei... mas você sumiu. Por que? Está com outra pessoa? O que tem sentido? O que aconteceu?

Eu me pergunto e pergunto a Deus: por que tanto envolvimento? Por que tantas dificuldades? Por que tantas mudanças?

POR QUE MAIS UMA VEZ EU PERDI? Aliás, quando eu ganhei?

Sempre tive que aguentar a frustração. Aguentar a não-reciprocidade.

Um dia, achei que iria encontrar um pouco de conforto e felicidade. Sem sofrimentos pesados e longos. Não encontrei.
Será que não mereço um pouco de amor? Será que não mereço ser correspondido? Será que não mereço ser valorizado por todo o esforço?

Mais uma vez, guardo o que sinto. Guardo até a morte do guardado. E novamente, não sou correspondido e não ganho a recompensa.

Obrigado, Deus.

Esperava nunca mais sentir isso. Senti. É cada vez pior.

Obrigado por mais um sofrimento e pela falta de histórias.

sábado, 27 de junho de 2009

Totalmente louco

Gostar de alguém nunca será o único passo.
Apenas o primeiro de dezenas.
Você precisa ser correspondido e depois, poder expor o seu sentimento algumas vezes.
Deve ser tão bom deixar claro o que é sentido.
Esfregar na cara de todos o momento sublime pelo qual está se passando.
Ah, gostar de alguém é ter um contato maior com alguma coisa que nem conhecemos.

Me imagino dizendo claramente: Eu te amo. Gosto de você desse jeito. Do jeito que me olha, do jeito que sorri, do jeito que escreve, do jeito que me chama. Amo tudo isso.
Amo até os seus defeitos. No começo, odeio. Quero te odiar, mas te amo. É irritante.
E queria tanto que você visse nos meus olhos o que sinto por você. Só eu sei o quanto forte é.
Queria sentir um abraço seu e toda a proteção dele.
Queria ver um sorriso para poder ficar mais feliz.

Sinto isso por você. Totalmente louco, mas tão bom.
Não deixa isso se perder.

Você me ganha e agora quer me perder.