quarta-feira, 22 de setembro de 2010

É a minha respiração.

Às vezes, não gostaria de ser como sou.
Sou intenso demais.
Quero demais.
Preciso demais.
Sou em excesso.
Isso cansa.
Venho, neste espaço, valorizando e destacando o meu cansaço, a minha exaustão.
Preciso de um fôlego.
Uma respiração mais calma.
...
Ah, na verdade, voltei a respirar apressadamente.
A sua presença mexe comigo.
Busco a sua presença e tento aproveitá-la ao máximo.
E como a saudade é um dos sentimentos mais urgentes da vida, aceito essa sua aproximação.
Há sentimento.
Das duas partes.
Precisamos apenas de uma oportunidade.
Confesso que rezo.
E peço essa chance.
Merecemos. Sei disso.
Às vezes, acho que nos completamos sem perceber.
Tenho essa natureza confusa.
Introspectiva demais.
Quanto mais sinto, mais quero sentir.
É o meu vício e não abro mão.
Percebi que algumas pessoas têm um ritmo variável de respiração.
A minha está sempre ofegante.
Cansado.

sábado, 11 de setembro de 2010

Ar

Cansei.
Parem!
Quero descer dessa loucura.
Cansei dessa solidão maldita.
Cansei de pensar em você.
Cansei de tentar.
Cansei de esperar.
Estou farto.Farto de gostar e não conseguir nada.
Farto dessa solidão imensa.
Quero esquecer tudo.
Apagar o meu passado.
Por algum tempo apenas.
Tudo me sufoca.
A solidão me sufoca.
Ajude.
Estou sem ar.
Falta ar.
Falta.
Ajude.
Fal...
Aju...
F.....

sábado, 21 de agosto de 2010

Todos... todas....

Perdoe-me por dizer isso.
É injusto lembrar de você todas as noites.
Todas as manhãs.
Todas as tardes.
Todas as madrugadas insones.
Todos os sábados.
Todos os domingos.
Todas as folgas.
Tantos momentos.
Preciso respirar novamente.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Fim.

Preciso me expressar.
De alguma maneira!
A mais insensata que existir é minha!
Estou destruído.
Com ódio.
De Deus.
Pedi tantas vezes.
Implorei.
Desejei.
E nada.
Nada.
Nada.
Essa palavra ecoa!
Pra que tudo isso, então?
Pra nada?
Eu me revirei do avesso pra nada?
Eu senti tudo isso à toa?
Eu insisti.
Eu briguei.
Eu lutei.
Eu me permiti sentir e perdi.
Pra que tentar tanto e perder?
Não me conformo.
Não vou perdoar Deus.
Nunca.
Depositei confiança.
Fé.
Fé inexistente, mas consegui enxergá-la.
Sentir tudo isso.
Para nada.
E se eu ainda tivesse conhecido, sentido, visto, tudo bem.
Houve algo concreto.
Mas isso nunca existiu.
Foi sempre limitado.
E Deus nunca fez nada!
E quando eu achei que tinha feito, não fez!
Incompetente.
Deus e eu!
Eu e Deus!
Os dois.
Já decidi.
Vou me jogar nos estudos.
Feito louco.
Além disso, vou parar de acreditar em Deus.
Chega!
É a nossa despedida, Senhor.

terça-feira, 13 de julho de 2010

...

Fico nessa espera absurda!
Esperar o que?
De quem?
Esperar o que sempre quis.
Um sinal, uma mudança, a realização do desejo.
Aguardo.
Como faço há um certo tempo.
Será que você ainda lembra disso?
Será que ainda lembra de mim?
Será que ainda significo algo?
Será que há esperanças.
Aguardar....

domingo, 11 de julho de 2010

A Estranheza

Não consigo lidar.
Essa loucura, esse sentimento, essa aflição.
Não sei lidar com emoções.
Sei percebê-las. Sei escrevê-las. Sei senti-las.
Não sei demonstrá-las.
É difícil pra mim.
Tenho uma família pouco sensível e pouco aberta aos sentimentos.
No entanto, os meus borbulham e querem explodir fora de mim, querem passar pelo meu peito, pela minha garganta, pela minha boca, pelos meus olhos.
Tomam-me inteiro.
Destroem o meu equilíbrio.
Destroem a minha sensatez.
Eu que sempre fui tão livre, hoje, estou preso a você.
Não porque você quer ou porque eu queira, mas porque algo quer.
Algo que não sei o que é.
Não sei lidar com o desconhecido. Tenho medo, mas é mais. Tenho pavor, mas é mais.
Tenho estranheza.
Não sei o que é, o que fazer, o que dizer.
Ser racional e emocional é lutar contra o desequilíbrio.
Mesmo com tantos perigos, prefiro demonstrar o que sinto.
É a minha saída.
É a minha busca.
É o meu eu.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Você escolhe

Você não merece o que eu tenho para oferecer.
Não merece e nunca mereceu, mas ainda tem a oportunidade de possuir.
Você escolhe.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Raras vezes

Ingênuo.
Raras vezes demonstrou o que era necessário.
Raras vezes disse o que precisava ser ouvido.
Aquelas vezes em que sumiu.
As vezes em que não respondia as mensagens.
Ignorava.
Fingia a não existência.
Não dava notícias.
Sumia.
Apenas sumia.
Sumia.
SUMIA!
E eu?
Não sei.
Não sei qual é o peso que tenho nessa história.
Não sei a minha influência, a minha importância.
Não sei o que fui, o que sou ou o que serei.
Não sei muita coisa.
Isso machuca tanto.
Não consigo me desvencilhar.
Não consigo esquecer.
Apagar é impossível.
Maldita oportunidade que agarrei.
Maldita ingenuidade.
Não cresci nesse tempo todo.
Dou voltas, voltas e mais voltas no mesmo ponto.
E estou cá.
Parado.
Falsamente movimentado.
Ignora.
Tanta frieza.
Tanta insensibilidade.
E eu?
Não sou considerado.
E por que seria?
Não sei o motivo para tanto carinho.
Amor?
Não sei.
Não sei como são essas coisas, como acontecem.
Não sei por que tanta insistência.
É a minha busca.
A busca burra e inútil.
A oportunidade a mim.
Não evoluo com outra pessoa.
Têm sempre problemas.
Dificuldades que finalizam o que não foi iniciado.
Não posso mais viver assim.
Não posso mais tentar tanto e não conseguir nada.
Quero um fim.
Qualquer fim.
Mexa-se, você!!
Mexa-se.
Poderia, após sofrer tanto, desejar a sua morte, te odiar.
Mas, apesar da raiva, do ódio momentâneo, não consigo desejar o seu fim.
Prefiro o meu.
Não porque eu seja ingênuo e romântico o suficiente para morrer de amor.
Não!
Não é isso.
Ao morrer, acabam os meus possíveis erros, os meus sofrimentos e as minhas decepções.
Apago todas as loucuras, todas as lágrimas.
Apago todas as frustrações, os traumas, as ingenuidades.
Esqueço toda a minha solidão.
Solidão silenciosa.
Solidão sólida.
Solidão é a única palavra que traduz todo o meu medo e o meu desejo.
Raras vezes que me imagino sem você.

domingo, 20 de junho de 2010

"Espero, mas não sei se tenho tempo"

Espero um dia conseguir viver o que tanto desejei.
Espero um dia poder te ver, enfim.
Espero um dia poder te amar face a face, como te amo nessa distância.
Espero te entender.
Espero te ajudar.
Espero te fortalecer.
Espero rir com você.
Espero viver um pouco com você.
Espero acordar com você.
Espero olhar nos seus olhos.
Espero fazer carinho em você.
Espero ser você.

domingo, 6 de junho de 2010

Prisão

Nós estamos presos. Presos em nossas vidas, em nossos problemas, em nossas inutilidades, em nossas tristezas. Estamos presos aos opostos.
Um dia, teremos uma oportunidade.